Ela não sabe
o que fazer desse amor
eu não sei
o que fazer desse amor
então cheios de espanto
a gente se abraça
como se soubesse de tudo
e se ama a noite toda
sem querer saber de nada.
Ulisses Tavares
domingo, 31 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Fidelitas
Ser fiel a si mesmo,
Ser fiel aos outros.
Não gostei de minha cara,
Sempre quis mudá-la.
Não gosto do que sou,
Não gosto do que faço
Só crio embaraço
Para mim, para ti também.
Sou o que sou.
Bonita não sou, nem feia.
Sou eu,
O ser que Deus criou
E revestiu de qualidades
Más e boas.
Quis trocar de eu,
Quis ser muito perfeita.
Querendo ser aquilo que tu gostas
Me esqueci que no amor
Nada disto importa.
Fiz o possível, trabalhei.
Me esforcei sem pensar no cansaço.
Quis mudar de eu
E virei só um palhaço.
Roswitha Kempf
Ser fiel aos outros.
Não gostei de minha cara,
Sempre quis mudá-la.
Não gosto do que sou,
Não gosto do que faço
Só crio embaraço
Para mim, para ti também.
Sou o que sou.
Bonita não sou, nem feia.
Sou eu,
O ser que Deus criou
E revestiu de qualidades
Más e boas.
Quis trocar de eu,
Quis ser muito perfeita.
Querendo ser aquilo que tu gostas
Me esqueci que no amor
Nada disto importa.
Fiz o possível, trabalhei.
Me esforcei sem pensar no cansaço.
Quis mudar de eu
E virei só um palhaço.
Roswitha Kempf
sábado, 23 de janeiro de 2010
Arte Final
Não basta um grande amor
para fazer poemas
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente
Uma coisa é a letra,
e outra a ato,
- quem toma uma por outra
confunde a mente.
Affonso Romano de Sant'Anna
para fazer poemas
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente
Uma coisa é a letra,
e outra a ato,
- quem toma uma por outra
confunde a mente.
Affonso Romano de Sant'Anna
domingo, 10 de janeiro de 2010
A Casa das Freiras...
Está história começou depois que um caseiro ficou 2 semanas de vigia num Casarão do século XVIII onde vários Duques e Barões moraram até se tornar uma casa para freiras.
Adélcio Soares da Silva este é o nome do nosso personagem que viveu uma história incrível e horripilante durante 2 semanas.
Tudo começou quando Adélcio publicou num jornal se oferecendo para ficar de caseiro, em quanto seus respectivos donos viajavam. Ele já tinha trabalhado junto com outro amigo que também era caseiro e acabou que gostando do trabalho, viu que a recompensa de ficar dias vigiando a casa de outras pessoas dava lucro e que trabalhar em dupla era mais divertido. O anúncio publicado por ele foi logo atendido, a pessoa tinha uma voz frágil quase celestial, pegou o endereço direitinho e foi até o local.
Quando chegou viu um grande casarão de esquina bateu na porta e quem atendeu foi uma freira. Adélcio ficou espantado de ver uma freira de perto. Pois ele sempre pensava que as freiras eram reclusas e que não saiam para lugar nenhum. A freira em questão se chamava Sebastiana e era considera pelas outras freiras a Madre superiora.
Sebastiana reparou que Adélcio ficou meio sem jeito quando ela abriu a porta para ele. Então ela disse:
_ O senhor já foi caseiro de um Convento...Senhor???
_ Adélio Soares da Silva,senhora... não, é a primeira vez.
_ Bom senhor Adélcio considere a nossa casa como as casas que o senhor já vigiou.
_Sim, senhora. Vou considerá como as outras casas... mas é um casarão não seria necessário ter dois caseiros, casou queira outro eu posso indicar um amigo meu que também é caseiro...
Antes que Adélcio pudesse continuar argumentando sobre o tamanho da casa que ele teria de tomar conta a Freira interrompeu - o.
_Não!não seria possível, pois o convento tem um jardineiro que poderá lhe ajudar caso necessário.
_Esta bem, então. O jardineiro trabalha todos os dias?
_Não, ele vem 3 dias da semana.
Depois de saber todas as funções da casa Adélcio se viu um pouco ansioso em cuidar de uma casa tão grande. No dia da saída das freiras a madre Sebastiana disse para o Adélcio que elas voltariam em 2 semanas “sem tirar e nem por”.
O inicio de seu trabalho começava naquele instante. Adélcio rondou todo o interior da casa e depois foi para o jardim. Era o jardim mais bonito que ele já viu na vida, então se fez um questionamento _ como um só jardineiro pode cuidar de um jardim tão imenso? e seguiu andando contemplando aquele lugar tão celestial. Já era quase meio dia e Adélcio foi para cozinha prepara algo para comer. Foi para sala de jantar com seu almoço, quando escutou um barulho, olhou para o jardim não viu ninguém e voltou para o seu almoço. Dormiu um pouco. Acordou de repente como se alguém lhe desse um solavanco. Se espreguiçou foi no banheiro lavou o rosto, quando ia saindo do banheiro escutou o mesmo barulho na hora do almoço, ele pensou - deve ser o jardineiro. Foi em direção a porta dos fundos que dava para o jardim andou por todo ele e não viu ninguém deduzio que o barulho fora feito por algum animal.
Adélcio olhou o relógio viu que eram quase 18h. Ele dormiu de mais. Entrou na casa para fechar todas as janelas do casarão. Ficou cansado de tanto fechar janelas e disse para si mesmo - amanhã vou fechar todas as janelas algumas horas antes, deixando só a do andar de baixo para depois – Quando terminou, foi tomar um banho. Se empolgou tanto que começou a cantar, num certo momento pensou em ter escutado um barulho da companhia porém voltou a cantar, pois o banho que ele tomava estava uma delicia. Depois do banho ele acendeu algumas luzes dos aposentos e do jardim, para que todas as pessoas ( as mal intencionadas) da rua percebesse que tinha gente na casa. Foi para cozinha fez um lanche, comeu, depois foi assistir tv sentiu um frio no pescoço que deixou todo arrepiado achou que uma das janelas estivesse aberta, verificou e viu que estava fechada, olhou para o jardim ( por fração de segundos) quando estava puxando a cortina e pensou ter visto alguém lá afastou a cortina e olhou com mais atenção e não viu ninguém, mas por precaução fez uma pequena ronda com auxilio de uma lanterna.
Não achou nada voltou para casarão. Desligou a tv e foi se deitar no quartinho que a Madre Superiora tinha mostrado para ele. Dormiu, mas no decorrer da noite alguma coisa tirava o seu sono, como se ele tivesse sendo sufocado alguma coisa assim. Mas ele pensou - deve ser impressão - é minha primeira noite numa casa nos próximos dias deve passar.
Mas não passou durante três dias foi a mesma agonia de estar sendo sufocado durante a noite. Adélcio ficou pensativo durante o café da manhã sobre as noites mal dormidas quando se lembrou que ainda não tinha visto o jardineiro, ele pensou nisto e uma coisa se quebra no andar de cima ele sai correndo para ver o que se sucedeu viu que uma dos quartos estava com a porta entreaberta abriu devagar e se deparou com um abajur estatelado no chão, falou – como esse abajur foi cair, agora as freira vão querer descontar do meu salário – foi em direção as escadas para pegar uma vassoura e uma pá quando viu no jardim um homem com uma aparência idosa deduziu – deve ser o jardineiro, mas primeiro vou arrumar aquela bagunça para depois eu me apresentar para ele.
Quando terminou de limpar o quarto, Adélcio vôo em direção ao jardim para conversar com o jardineiro. Quando ele se aproximou do senhor ele reparou que era uma pessoa muito frágil e que não teria capacidade de cuidar de um jardim tão imenso como aquele. Mas ele se surpreendeu quando o jardineiro falou o seu nome.
_ O senhor sabe o meu nome, disse Adélcio
_ Claro a madre me falou de você. Você é o novo caseiro!
_ Sim, teve outro antes de mim?
_ Sim, ele ficou “totôca” da cabeça!
_ Por quê?
_ Por que ele disse que coisas estranhas estavam acontecendo dentro e fora do casarão.
_Tipo o quê?
_ Ele disse que tinha uma alma penada assombrando ele, que não consegui dormir a noite, e que alguma coisa sufocava ele, sentia calafrios em certos cômodos do casarão, pessoas andando pelo jardim e que desapareciam. Coisas sem pé e sem cabeça, histórias para largar o emprego, pois com venhamos amigo esse casarão é muito grande para uma só pessoa cuidar, não é?
_ É, confirmou Adélcio meio sem jeito.
Tudo que o velho falou estava acontecendo com ele. Se ele falasse para o velho, este pensaria que ele estava ficando “tototca” termo utilizado pelo velho. Adélcio ficou um bom tempo conversando com velhinho, e disse que iria preparar o almoço. O Jardineiro disse que tudo bem e Adélcio foi para o casarão. Quando terminou de preparar o almoço Adélcio foi em direção aporta que dava para o jardim na intenção de chamar o jardineiro para almoçarem juntos, chamou, chamou e nada do jardineiro, desistiu e foi almoçar. Cochilou um pouco na sala, foi acordado pelo barulho do relógio, era umas 15h, foi para o jardim não viu sinal do jardineiro, caminhou um pouco por ele, olhou para o seu relógio viu que era quase 16h, voltou correndo para o casarão para fechar as janelas. Começou pelo andar de cima algumas davam em direção a rua outras em direção ao jardim, quando ele estava fechando estas ele viu uma mulher toda de branco caminhando no jardim, ele abriu a janela e começou a gritar para a mulher que ela não deveria estar no jardim, pois era um área particular, mas a mulher parecia não escuta – lo. Quando Adélcio parou de gritar a mulher olhou para ele e desapareceu diante de seus olhos. Adélcio apavorou-se todo. Começou a fechar as janelas o mais rápido que podia, e ficou na sala quieto. Dormiu na sala. Os dias foram passando e as coisas que aconteciam dentro e fora do casarão iam piorando, no quartinho em que ele dormia, tinha visto um vulto entrando, ele foi verificar e se deparou com uma criança no canto quarto virada de costa, Adécio apertou os olhos e para não pensar que estava vendo coisa, quando os abriu novamente a criança estava olhando para ele com uma expressão que iria atacar ele. Adélcio saiu correndo a porta que dava para rua. No outro dia ele escutou barulho de um móvel sendo arrastado, no mesmo dia uma janela começou a balançar umas das persianas na frente dele, naquele dia não tinha vento, e todos os dias ele via pessoas com trajes antigos e outras não, andando pelo jardim sempre de tardezinha, por que durante a noite as aparições eram constantes e Adélcio tinha medo de dormir e ser atacado por um alma furiosa, a mesmo que sufocava ele nos primeiros dias. Adélcio não estava agüentando mais estava pronto para ligar para as freiras quando o telefone tocou, ele atendeu era a madre dizendo que já estava na cidade a caminho de casa, mas que não era para ele se preocupar que ele iria receber o salário integral que correspondiam as 2 semanas, na qual não foram completadas. Adélcio respirou aliviado e desligou o telefone. Esperou, esperou até que ouviu um barulho na porta de entrada, as freiras chegaram e consigo traziam embrulho enorme em que o Adélcio ajudou-a colocar no corredor. A madre Sebastiana abriu o embrulho, enquanto uma das freiras vinha correndo pelo corredor com um papel na mão e entregou para madre que nesse momento pedia para o Adécio pendura- lo na parede a sua frente, quando Adélcio pendurou viu que era uma foto do jardineiro vestido de padre, quando ele ia falar sobre a pessoa da foto a madre fez uma pergunta sobre a carta a que acabará de ler:
_ Senhor Adélcio , coitado do senhor!
_ Coitado!?, disse Adélcio
_ Sim, o senhor ficou sozinho, nessas quase 2 semanas, o nosso jardineiro deixou um bilhete, em baixo da porta dizendo que não poderia ir trabalhar...
Nesse momento entra o jardineiro aparentando ter uns 40 e poucos anos, cumprimenta todos que estão na sala. E a madre fala para ele que acabou de ler o seu bilhete e apresenta o jardineiro para o Adélcio. Então ela fala que esse é o jardineiro encarregado de deixar o jardim impecável e bonito.
Adélcio olha com desconfiança, exclama:
_ Não!, isso é um engano, o jardineiro veio trabalhar, não foi este, mas sim aquele, apontando para a foto, eu até conversei com ele, e estou estranho porque as senhoras fizeram um quadro dele vestido de padre.
A madre as freiras ficaram se olhando. A madre disse para o Adélcio que aquele não poderia ser o jardineiro, pois era o Padre Amaro e este tinha morrido já faziam duas semanas e que elas foram para outra cidade só para buscar o quadro que ele tinha mandado fazer antes de falecer e resolver alguns problemas.
Adélcio não sabia o que dizer, só ficou olhando para o quadro se lembrando do que tinha acontecido com ele nesses dias e perguntou para ela como ele morreu se foi de causas naturais, a madre disse que sim , mas que antes dele morrer ele sempre dizia que vias coisas, como fantasmas andando pela casa e pelo jardim ele ficou louco ele era o nosso bom caseiro. Quando ela terminou de dizer isso, Adélcio olhou para o corredor e viu o padre parado olhando para ele, Adélcio deu um grito fazendo com que as freiras levassem um susto e saiu correndo corredor a fora gritando que nunca mais iria ser caseiro de casarões antigos e que iria arrumar um emprego que não fosse de caseiro!
As feiras ficaram sem entender nada...!
Adélcio Soares da Silva este é o nome do nosso personagem que viveu uma história incrível e horripilante durante 2 semanas.
Tudo começou quando Adélcio publicou num jornal se oferecendo para ficar de caseiro, em quanto seus respectivos donos viajavam. Ele já tinha trabalhado junto com outro amigo que também era caseiro e acabou que gostando do trabalho, viu que a recompensa de ficar dias vigiando a casa de outras pessoas dava lucro e que trabalhar em dupla era mais divertido. O anúncio publicado por ele foi logo atendido, a pessoa tinha uma voz frágil quase celestial, pegou o endereço direitinho e foi até o local.
Quando chegou viu um grande casarão de esquina bateu na porta e quem atendeu foi uma freira. Adélcio ficou espantado de ver uma freira de perto. Pois ele sempre pensava que as freiras eram reclusas e que não saiam para lugar nenhum. A freira em questão se chamava Sebastiana e era considera pelas outras freiras a Madre superiora.
Sebastiana reparou que Adélcio ficou meio sem jeito quando ela abriu a porta para ele. Então ela disse:
_ O senhor já foi caseiro de um Convento...Senhor???
_ Adélio Soares da Silva,senhora... não, é a primeira vez.
_ Bom senhor Adélcio considere a nossa casa como as casas que o senhor já vigiou.
_Sim, senhora. Vou considerá como as outras casas... mas é um casarão não seria necessário ter dois caseiros, casou queira outro eu posso indicar um amigo meu que também é caseiro...
Antes que Adélcio pudesse continuar argumentando sobre o tamanho da casa que ele teria de tomar conta a Freira interrompeu - o.
_Não!não seria possível, pois o convento tem um jardineiro que poderá lhe ajudar caso necessário.
_Esta bem, então. O jardineiro trabalha todos os dias?
_Não, ele vem 3 dias da semana.
Depois de saber todas as funções da casa Adélcio se viu um pouco ansioso em cuidar de uma casa tão grande. No dia da saída das freiras a madre Sebastiana disse para o Adélcio que elas voltariam em 2 semanas “sem tirar e nem por”.
O inicio de seu trabalho começava naquele instante. Adélcio rondou todo o interior da casa e depois foi para o jardim. Era o jardim mais bonito que ele já viu na vida, então se fez um questionamento _ como um só jardineiro pode cuidar de um jardim tão imenso? e seguiu andando contemplando aquele lugar tão celestial. Já era quase meio dia e Adélcio foi para cozinha prepara algo para comer. Foi para sala de jantar com seu almoço, quando escutou um barulho, olhou para o jardim não viu ninguém e voltou para o seu almoço. Dormiu um pouco. Acordou de repente como se alguém lhe desse um solavanco. Se espreguiçou foi no banheiro lavou o rosto, quando ia saindo do banheiro escutou o mesmo barulho na hora do almoço, ele pensou - deve ser o jardineiro. Foi em direção a porta dos fundos que dava para o jardim andou por todo ele e não viu ninguém deduzio que o barulho fora feito por algum animal.
Adélcio olhou o relógio viu que eram quase 18h. Ele dormiu de mais. Entrou na casa para fechar todas as janelas do casarão. Ficou cansado de tanto fechar janelas e disse para si mesmo - amanhã vou fechar todas as janelas algumas horas antes, deixando só a do andar de baixo para depois – Quando terminou, foi tomar um banho. Se empolgou tanto que começou a cantar, num certo momento pensou em ter escutado um barulho da companhia porém voltou a cantar, pois o banho que ele tomava estava uma delicia. Depois do banho ele acendeu algumas luzes dos aposentos e do jardim, para que todas as pessoas ( as mal intencionadas) da rua percebesse que tinha gente na casa. Foi para cozinha fez um lanche, comeu, depois foi assistir tv sentiu um frio no pescoço que deixou todo arrepiado achou que uma das janelas estivesse aberta, verificou e viu que estava fechada, olhou para o jardim ( por fração de segundos) quando estava puxando a cortina e pensou ter visto alguém lá afastou a cortina e olhou com mais atenção e não viu ninguém, mas por precaução fez uma pequena ronda com auxilio de uma lanterna.
Não achou nada voltou para casarão. Desligou a tv e foi se deitar no quartinho que a Madre Superiora tinha mostrado para ele. Dormiu, mas no decorrer da noite alguma coisa tirava o seu sono, como se ele tivesse sendo sufocado alguma coisa assim. Mas ele pensou - deve ser impressão - é minha primeira noite numa casa nos próximos dias deve passar.
Mas não passou durante três dias foi a mesma agonia de estar sendo sufocado durante a noite. Adélcio ficou pensativo durante o café da manhã sobre as noites mal dormidas quando se lembrou que ainda não tinha visto o jardineiro, ele pensou nisto e uma coisa se quebra no andar de cima ele sai correndo para ver o que se sucedeu viu que uma dos quartos estava com a porta entreaberta abriu devagar e se deparou com um abajur estatelado no chão, falou – como esse abajur foi cair, agora as freira vão querer descontar do meu salário – foi em direção as escadas para pegar uma vassoura e uma pá quando viu no jardim um homem com uma aparência idosa deduziu – deve ser o jardineiro, mas primeiro vou arrumar aquela bagunça para depois eu me apresentar para ele.
Quando terminou de limpar o quarto, Adélcio vôo em direção ao jardim para conversar com o jardineiro. Quando ele se aproximou do senhor ele reparou que era uma pessoa muito frágil e que não teria capacidade de cuidar de um jardim tão imenso como aquele. Mas ele se surpreendeu quando o jardineiro falou o seu nome.
_ O senhor sabe o meu nome, disse Adélcio
_ Claro a madre me falou de você. Você é o novo caseiro!
_ Sim, teve outro antes de mim?
_ Sim, ele ficou “totôca” da cabeça!
_ Por quê?
_ Por que ele disse que coisas estranhas estavam acontecendo dentro e fora do casarão.
_Tipo o quê?
_ Ele disse que tinha uma alma penada assombrando ele, que não consegui dormir a noite, e que alguma coisa sufocava ele, sentia calafrios em certos cômodos do casarão, pessoas andando pelo jardim e que desapareciam. Coisas sem pé e sem cabeça, histórias para largar o emprego, pois com venhamos amigo esse casarão é muito grande para uma só pessoa cuidar, não é?
_ É, confirmou Adélcio meio sem jeito.
Tudo que o velho falou estava acontecendo com ele. Se ele falasse para o velho, este pensaria que ele estava ficando “tototca” termo utilizado pelo velho. Adélcio ficou um bom tempo conversando com velhinho, e disse que iria preparar o almoço. O Jardineiro disse que tudo bem e Adélcio foi para o casarão. Quando terminou de preparar o almoço Adélcio foi em direção aporta que dava para o jardim na intenção de chamar o jardineiro para almoçarem juntos, chamou, chamou e nada do jardineiro, desistiu e foi almoçar. Cochilou um pouco na sala, foi acordado pelo barulho do relógio, era umas 15h, foi para o jardim não viu sinal do jardineiro, caminhou um pouco por ele, olhou para o seu relógio viu que era quase 16h, voltou correndo para o casarão para fechar as janelas. Começou pelo andar de cima algumas davam em direção a rua outras em direção ao jardim, quando ele estava fechando estas ele viu uma mulher toda de branco caminhando no jardim, ele abriu a janela e começou a gritar para a mulher que ela não deveria estar no jardim, pois era um área particular, mas a mulher parecia não escuta – lo. Quando Adélcio parou de gritar a mulher olhou para ele e desapareceu diante de seus olhos. Adélcio apavorou-se todo. Começou a fechar as janelas o mais rápido que podia, e ficou na sala quieto. Dormiu na sala. Os dias foram passando e as coisas que aconteciam dentro e fora do casarão iam piorando, no quartinho em que ele dormia, tinha visto um vulto entrando, ele foi verificar e se deparou com uma criança no canto quarto virada de costa, Adécio apertou os olhos e para não pensar que estava vendo coisa, quando os abriu novamente a criança estava olhando para ele com uma expressão que iria atacar ele. Adélcio saiu correndo a porta que dava para rua. No outro dia ele escutou barulho de um móvel sendo arrastado, no mesmo dia uma janela começou a balançar umas das persianas na frente dele, naquele dia não tinha vento, e todos os dias ele via pessoas com trajes antigos e outras não, andando pelo jardim sempre de tardezinha, por que durante a noite as aparições eram constantes e Adélcio tinha medo de dormir e ser atacado por um alma furiosa, a mesmo que sufocava ele nos primeiros dias. Adélcio não estava agüentando mais estava pronto para ligar para as freiras quando o telefone tocou, ele atendeu era a madre dizendo que já estava na cidade a caminho de casa, mas que não era para ele se preocupar que ele iria receber o salário integral que correspondiam as 2 semanas, na qual não foram completadas. Adélcio respirou aliviado e desligou o telefone. Esperou, esperou até que ouviu um barulho na porta de entrada, as freiras chegaram e consigo traziam embrulho enorme em que o Adélcio ajudou-a colocar no corredor. A madre Sebastiana abriu o embrulho, enquanto uma das freiras vinha correndo pelo corredor com um papel na mão e entregou para madre que nesse momento pedia para o Adécio pendura- lo na parede a sua frente, quando Adélcio pendurou viu que era uma foto do jardineiro vestido de padre, quando ele ia falar sobre a pessoa da foto a madre fez uma pergunta sobre a carta a que acabará de ler:
_ Senhor Adélcio , coitado do senhor!
_ Coitado!?, disse Adélcio
_ Sim, o senhor ficou sozinho, nessas quase 2 semanas, o nosso jardineiro deixou um bilhete, em baixo da porta dizendo que não poderia ir trabalhar...
Nesse momento entra o jardineiro aparentando ter uns 40 e poucos anos, cumprimenta todos que estão na sala. E a madre fala para ele que acabou de ler o seu bilhete e apresenta o jardineiro para o Adélcio. Então ela fala que esse é o jardineiro encarregado de deixar o jardim impecável e bonito.
Adélcio olha com desconfiança, exclama:
_ Não!, isso é um engano, o jardineiro veio trabalhar, não foi este, mas sim aquele, apontando para a foto, eu até conversei com ele, e estou estranho porque as senhoras fizeram um quadro dele vestido de padre.
A madre as freiras ficaram se olhando. A madre disse para o Adélcio que aquele não poderia ser o jardineiro, pois era o Padre Amaro e este tinha morrido já faziam duas semanas e que elas foram para outra cidade só para buscar o quadro que ele tinha mandado fazer antes de falecer e resolver alguns problemas.
Adélcio não sabia o que dizer, só ficou olhando para o quadro se lembrando do que tinha acontecido com ele nesses dias e perguntou para ela como ele morreu se foi de causas naturais, a madre disse que sim , mas que antes dele morrer ele sempre dizia que vias coisas, como fantasmas andando pela casa e pelo jardim ele ficou louco ele era o nosso bom caseiro. Quando ela terminou de dizer isso, Adélcio olhou para o corredor e viu o padre parado olhando para ele, Adélcio deu um grito fazendo com que as freiras levassem um susto e saiu correndo corredor a fora gritando que nunca mais iria ser caseiro de casarões antigos e que iria arrumar um emprego que não fosse de caseiro!
As feiras ficaram sem entender nada...!
domingo, 3 de janeiro de 2010
Inibção
Queria te dizer que conhecia a Argentina
e que tinha um amigo
corredor de fôrmula 1
e dizer que era personagem
de uma peça de Mário Prata
e que havia jogado no Linense
com o estádio lotado.
Queria te contar lorotas
até que me achasse o maior
e me levasse pela mão
e me dissesse com gosto
que queria ouvir os meus casos
e aprender os meus truques.
Queria te encher de beijos
como em medalhinha de padroeira
e te fazer carinho
como em gato de armazém
e ler a tua mão e decifrar tua letra
e te ensinar os segredos das pirâmides
e todas as declinações latinas
e, de quebra
te falar um poema de amor.
Mas teus cabelos eram tão loiros
e teus olhos tão sofridos
que eu fiquei na minha
e só te disse oi.
Sérgio Antunes
e que tinha um amigo
corredor de fôrmula 1
e dizer que era personagem
de uma peça de Mário Prata
e que havia jogado no Linense
com o estádio lotado.
Queria te contar lorotas
até que me achasse o maior
e me levasse pela mão
e me dissesse com gosto
que queria ouvir os meus casos
e aprender os meus truques.
Queria te encher de beijos
como em medalhinha de padroeira
e te fazer carinho
como em gato de armazém
e ler a tua mão e decifrar tua letra
e te ensinar os segredos das pirâmides
e todas as declinações latinas
e, de quebra
te falar um poema de amor.
Mas teus cabelos eram tão loiros
e teus olhos tão sofridos
que eu fiquei na minha
e só te disse oi.
Sérgio Antunes
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